A cada quatro
anos, temos em nosso país a troca ou não da administração pública, seja na
esfera municipal, estadual ou federal. E durante essas mudanças de poder parece
que o discurso de quem substitui uma administração de partidos diferentes é
sempre o mesmo.
Quando temos a
troca de administração, que sempre ocorrem de dezembro para janeiro nos finais
dos anos de eleição, sempre temos por parte dos administradores, seja
presidente, governador, prefeitos, ministros ou secretários, sempre o mesmo
discurso em face alguma coisa errada na administração pública que é: - “a culpa
é da gestão passada”.
Estamos
cansados de ouvir e ver os administradores públicos substituírem outros
administradores e sempre vir a público com o discurso de colocar a culpa no
outro. Estamos com uma crise de dengue – culpa da gestão passada; temos muitos
buracos na via – culpa da administração passada; falta de professores nas
escolas – culpa da administração passada; e por ai vai.
Tais discursos
têm uma tonalidade, conotação e sentido de que a fala do administrador público fosse
como se realmente quisesse ser assim: - “e eu ai com isso? Não é problema meu”.
Ocorre que ao
se lançarem candidatos para as eleições, no intuito de serem eleitos para administrar
o bem público, os bons candidatos fazem um levantamento dos problemas e situações
sejam do município, estado ou federação, para traçarem seus planos de governo.
Através desse
levantamento, passam a fazer promessas de campanhas, como: - vou melhorar isso,
vou fazer isso, isso não vai acontecer na minha administração; ta vendo isso? Vou
fazer melhor; e por ai vai.
Porém, assim
que assumem essas responsabilidades prometidas, parece que a primeira a coisa a
se fazer e se eximir de sua nova responsabilidade. E qual a melhor saída para
isso? Colocar a culpa na administração passada. É a melhor forma e parece ser a
mais fácil de ser engolida pela população.
A
administração pública possui princípios Constitucionais descritos no artigo 37 da
Constituição Federal, e que todo e qualquer gestor ou administrador público,
que se habilita, seja nomeado ou eleito, deveria saber de cor e salteado.
Com base
nesses princípios, o cidadão experto e atento, deveria questionar os seus novos
governantes que se excussão de sua responsabilidade com discursos prontos e
baratos: - se sabiam dos problemas porque não os corrigem com eficácia?
Ora, se todo
candidato aspirante a administração pública sabe dos problemas, pesquisa para
sua campanha, faz planos de governo, porque quando assumem passam a querer se
eximir de suas responsabilidades?
A
administração pública exige continuísmo, isso deve ser sempre de qualidade, por
isso pouco importo de administração passada ou administração atual tem culpa no
cartório, o que é de interesse público tem que ser feito e pronto.
Quem se
habilita a gerir um negócio (âmbito da administração pública) deve assumir os
riscos que advém dela. Assim um administrador público que se preze, deve, em
casos em que há o erro, concertar os erros do seu antecessor e procurar ser o
melhor.
E caso ocorra
erros muito graves, a lei de Responsabilidade Fiscal está ai para ser cumprida,
basta que o novo administrador com a ajuda do Ministério Público, esclareça as
falcatruas a irresponsabilidades do antigo gestor.
Talvez o
discurso mais eficaz para um bom gestor público seria: - “as coisas foram
feitas erradas, mas estamos tomando as providências que cabem a nossa gestão
para refazer ou arrumar”.
Chega de discursos
baratos, a administração pública deve ser tratada com mais responsabilidade e
seriedade, em prol dos interesses públicos, obedecendo a seus princípios e em
busca de excelência e qualidade.
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