quarta-feira, 24 de julho de 2013

Novas regras para as propagandas públicas


Me deparei com a notícia do Jornal Correio do Estado (MS) do dia 24 de julho de 2013 que trazia o seguinte matéria: - “André gasta R$ 31 milhões apenas com publicidade”.
Segundo a matéria do Jornal o dinheiro usado pelo governo estadual para dar visibilidade aos seus feitos custou R$ 12,49 a cada um dos 2,5 milhões de habitantes de MS. Por dia, o gasto foi de R$ 173,8 mil.
Logicamente que o governo necessita realizar algum tipo de publicidade, o problema ocorre no motivo de utilização desta publicidade.
Os governos em sua maioria utilizam da publicidade para mostrar suas realizações, suas obras, o que vêm fazendo com o dinheiro público. Essas publicidades tem sempre um fundo eleitoral e nunca visa dar publicidade a algo necessário que a população precise tomar conhecimento, como por exemplo, os gastos públicos.
Sempre questionei o porquê os governos fazem tantas propagandas de seus feitos, e, porque não existe nenhum limite ou regra para a publicidade dos órgãos executivos, legislativos e judiciário.
Existem regras (leis) de publicidade apenas em períodos eleitorais e também na questão da contratação das empresas de publicidades que deve ser feita por licitação.
Porém não existe nenhuma regra de quanto se deve gastar, o que pode ou não ser dada publicidade, quais informações ou não podem ser circuladas, e quais a informações que devem ter obrigatoriedade de publicidade.
Infelizmente quando nos deparamos com as publicidades dos órgãos públicos são sempre no intuído de dizer fizemos isso e aquilo, asfaltamos tantos quilômetros de estradas e rodovias, olha como ficou essa escola, dentre outras coisas que nos fazem as vezes sentir ignorantes as realizações do governo.
Nos últimos dias o povo brasileiro deu uma demonstração de que está cansado deste tipo de política. Está cansado do político falastrão, daquele que fica glorificando seus feitos, e passou a exigir um tipo de político que trabalha e se esforça para o bem comum, com a boa utilização dos gastos públicos e honrem seus cargos públicos com dignidade e honestidade acima de tudo.
Partindo desses novos ideais, também deveriam existir novas regras (leis) que regulassem o que deveria ou não ser utilizado com matéria de propaganda pública (publicidade pública).
As propagandas deveriam ser usadas para avisar a população sobre coisas úteis, como seus direitos, campanhas públicas de saúde, educação, previdência e cidadania, informe de gastos públicos, dentre outras coisas que se fazem necessários à publicidade.
E deveriam ser vedadas as publicidades com informações de realizações de construções e obras públicas, aquelas que estamos cansados de ver, ouvir e ler na televisão, rádios, revistas e jornais.

São necessárias novas regras para a publicidade dos órgãos executivos, legislativos e judiciários, e deveríamos cobrar dos nossos legisladores essas novas regras.

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