Me deparei com
a notícia do Jornal Correio do Estado (MS) do dia 24 de julho de 2013 que
trazia o seguinte matéria: - “André gasta R$ 31 milhões apenas com publicidade”.
Segundo a
matéria do Jornal o dinheiro usado pelo governo estadual para dar visibilidade
aos seus feitos custou R$ 12,49 a cada um dos 2,5 milhões de habitantes de MS.
Por dia, o gasto foi de R$ 173,8 mil.
Logicamente que
o governo necessita realizar algum tipo de publicidade, o problema ocorre no
motivo de utilização desta publicidade.
Os governos em
sua maioria utilizam da publicidade para mostrar suas realizações, suas obras,
o que vêm fazendo com o dinheiro público. Essas publicidades tem sempre um
fundo eleitoral e nunca visa dar publicidade a algo necessário que a população
precise tomar conhecimento, como por exemplo, os gastos públicos.
Sempre
questionei o porquê os governos fazem tantas propagandas de seus feitos, e,
porque não existe nenhum limite ou regra para a publicidade dos órgãos executivos,
legislativos e judiciário.
Existem regras
(leis) de publicidade apenas em períodos eleitorais e também na questão da
contratação das empresas de publicidades que deve ser feita por licitação.
Porém não
existe nenhuma regra de quanto se deve gastar, o que pode ou não ser dada
publicidade, quais informações ou não podem ser circuladas, e quais a
informações que devem ter obrigatoriedade de publicidade.
Infelizmente
quando nos deparamos com as publicidades dos órgãos públicos são sempre no intuído
de dizer fizemos isso e aquilo, asfaltamos tantos quilômetros de estradas e rodovias,
olha como ficou essa escola, dentre outras coisas que nos fazem as vezes sentir
ignorantes as realizações do governo.
Nos últimos dias
o povo brasileiro deu uma demonstração de que está cansado deste tipo de política.
Está cansado do político falastrão, daquele que fica glorificando seus feitos, e
passou a exigir um tipo de político que trabalha e se esforça para o bem comum,
com a boa utilização dos gastos públicos e honrem seus cargos públicos com
dignidade e honestidade acima de tudo.
Partindo desses
novos ideais, também deveriam existir novas regras (leis) que regulassem o que
deveria ou não ser utilizado com matéria de propaganda pública (publicidade
pública).
As propagandas
deveriam ser usadas para avisar a população sobre coisas úteis, como seus
direitos, campanhas públicas de saúde, educação, previdência e cidadania,
informe de gastos públicos, dentre outras coisas que se fazem necessários à
publicidade.
E deveriam ser
vedadas as publicidades com informações de realizações de construções e obras
públicas, aquelas que estamos cansados de ver, ouvir e ler na televisão, rádios,
revistas e jornais.
São necessárias
novas regras para a publicidade dos órgãos executivos, legislativos e judiciários,
e deveríamos cobrar dos nossos legisladores essas novas regras.
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