Minha admiração por Vinicius
de Moraes nasceu no período que morei em Salvador/BA, através do convívio com
amigos que já possuíam grande admiração pelo poeta, escritor e compositor
carioca.
Suas letras e seus poemas
são geniais, retratam paixão e amor de uma forma que poucos conseguem.
O poetinha como era chamada
teve nove esposas. Fiquei admirado com tal informação, pois suas letras
retratam paixões únicas, como a música que destacarei a seguir.
Seria então o poetinha um
grande conquistador através da suas letras, ou um grande amante frustrado? A
resposta desta pergunta ficou em seu coração quanto o mesmo faleceu.
Escutei de um colega
professor de Filosofia Jurídica da UEMS, quando falamos do amor masculino e ele
me disse a seguinte frase:
- “O homem ama uma vez na
vida, uma única mulher, quando ele descobre esse amor. Ele até pode conviver
com outras, ou com o próprio amor, mas amara somente uma em toda sua vida.”
Ele disse isso querendo
dizer que daí surgem os poemas, as canções, e me indagou: - já percebeu que as
melhores letras de música e poemas são feitas por homens?
Realmente é algo que fiquei
intrigado, mas cabe aos estudiosos das ciências humanas da psicologia entender
e interpretar tais fatos.
Voltando aos poemas e letras
de Vinicius de Moraes, a pouco tempo em uma apresentação fiquei encantado por
uma eterna canção do poetinha.
EU
SEI QUE VOU TE AMAR
Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou
te amar
Em cada despedida eu vou te
amar
Desesperadamente
Eu sei que vou te amar
E cada verso meu será pra te
dizer
Que eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida
Eu Sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou
chorar,
Mas cada volta Tua há de
apagar
O que essa ausência tua me
causou
Eu sei que vou sofrer
A eterna desventura de viver
a espera
De viver ao lado teu
Por Toda a minha vida.
É uma letra fantástica, e se
formos analisar, é um homem que jamais esquecerá seu amor, ao ponto de perdoar
sua volta, ao ponto de sofrer a sua espera, mesmo sabendo que talvez não haverá
volta, e que terá que conviver pra sempre com aquele amor. Será que isso é possível
nos dias de hoje?
É uma paixão por poucos
compreendida. No mundo de hoje onde o descartável é o mais fácil, onde
experimentamos tudo, o “ficar e pegar” virou moda, experimentar este tipo de
amor é para poucos que ainda resguardam valores no coração.
Analisando a música, e
lembrando da conversa com meu colega filosofo, até parece ser verdade sua
premissa, de que os homens amam uma vez só.
Mas também me fazem pensar
que o mundo precisa de mais poetas, mais escritores, mais compositores, que
falem do amor com o coração, como nosso poetinha.
Mas será que com o amor descartável
que vivemos nos dias de hoje, com a letras de músicas sem valor, feitas para o
comércio, teremos nestes novos tempos poetas, escritores e compositores, ou
viveremos pra sempre com as letras banais.
Enquanto a frase do meu
colega, em que os homens só amam uma vez prevalecer, talvez a poesia e as
composições nunca morram.
OS
POETAS NÃO MORREM
Sublimes versos escapam
das almas dos poetas
Viajando até ao fundo dos céus como balões …
Suspensos ficam no teto brilhando poesias inquietas
Refletindo olhos orvalhados em prados de emoções
Na curvatura do tempo, estrelas são colhidas
Do pomar da imaginação expostas em montras…
Pulsa nas veias o destilado veneno às escondidas
Vício de uma feroz fé, rotuladas pessoas tontas
Abrem-se pares de valas nas lendas do destino
Mil léguas de escrita, rabiscos de palavras sãs…
São como pequenos dias em noites de desalinho
Enchendo-nos de sonhos despertados pelas manhãs
Memorias douradas em parapeitos de alegrias
Diluem-se como aquarelas, na orbita das luas…
Entre o Norte e o Sul atingem as suas fantasias
Desde o Oeste para Este voar com simples asas nuas
Passeiam livres nos pendores errados do rio
E golpeiam os corações em ritmo descompassado…
Com punhais enterram pequenas feridas a frio
Sonhos fagueiros de amores perdidos do passado
Moldam-se como o barro em poemas de fulgor
E atracam seus barcos nas caudas das baleias…
Destroçam-se boiando pelas solidões do amor
Deixam-se levar pelas correntes das marés cheias
Caminham ao som do acordar dos pássaros
E abanam árvores para que caiam ninhos de prazer…
Escrevem á luz das estrelas nas pontas dos penhascos
Pisando escorpiões em desertos do enlouquecer
As gotas da saudade batem com as mãos na vidraça
Das janelas iluminadas dos pensamentos…
Implorando a se abrigarem nas muralhas da graça
Aninham-se nas frechas desnudadas dos sentimentos
Que se despejem os oceanos e se varram as florestas
E que se apague o sol sem a lua nascer com o seu luar…
Porque os poetas não morrem! Vivem nas frases certas
E simplesmente adormecem no seu pensar…
Viajando até ao fundo dos céus como balões …
Suspensos ficam no teto brilhando poesias inquietas
Refletindo olhos orvalhados em prados de emoções
Na curvatura do tempo, estrelas são colhidas
Do pomar da imaginação expostas em montras…
Pulsa nas veias o destilado veneno às escondidas
Vício de uma feroz fé, rotuladas pessoas tontas
Abrem-se pares de valas nas lendas do destino
Mil léguas de escrita, rabiscos de palavras sãs…
São como pequenos dias em noites de desalinho
Enchendo-nos de sonhos despertados pelas manhãs
Memorias douradas em parapeitos de alegrias
Diluem-se como aquarelas, na orbita das luas…
Entre o Norte e o Sul atingem as suas fantasias
Desde o Oeste para Este voar com simples asas nuas
Passeiam livres nos pendores errados do rio
E golpeiam os corações em ritmo descompassado…
Com punhais enterram pequenas feridas a frio
Sonhos fagueiros de amores perdidos do passado
Moldam-se como o barro em poemas de fulgor
E atracam seus barcos nas caudas das baleias…
Destroçam-se boiando pelas solidões do amor
Deixam-se levar pelas correntes das marés cheias
Caminham ao som do acordar dos pássaros
E abanam árvores para que caiam ninhos de prazer…
Escrevem á luz das estrelas nas pontas dos penhascos
Pisando escorpiões em desertos do enlouquecer
As gotas da saudade batem com as mãos na vidraça
Das janelas iluminadas dos pensamentos…
Implorando a se abrigarem nas muralhas da graça
Aninham-se nas frechas desnudadas dos sentimentos
Que se despejem os oceanos e se varram as florestas
E que se apague o sol sem a lua nascer com o seu luar…
Porque os poetas não morrem! Vivem nas frases certas
E simplesmente adormecem no seu pensar…
.
Dedicado a todos
Os poetas e poetisas
Deste mundo,
Os que já adormeceram,
E aos outros
Que ainda nem sono têm...
Dedicado a todos
Os poetas e poetisas
Deste mundo,
Os que já adormeceram,
E aos outros
Que ainda nem sono têm...
.
Poema de:
Poema de:
Moises Correa

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